Redação
As condições da área de Saúde no estado não estão afetando apenas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em entrevista ao CadaMinuto, o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Welington Galvão, afirmou que a falta de estrutura nas unidades hospitalares vem comprometendo a saúde psicológicas dos profissionais.
Galvão disse que o alto número de demissões no estado é reflexo da exaustão dos médicos nas unidades de saúde. “Os profissionais que não aguentam trabalhar em um ambiente que não oferece condições mínimas de trabalho estão pedindo demissão, os que não conseguem pedir demissão estão ficando depressivos”, afirmou sindicalista.
O sindicalista lembrou a situação de uma médica que apresentou sintomas de depressão devido ao trabalho. “Ela relatou que todos os dias em que ia para o plantão já acordava chorando por não suportar mais aquela situação”, disse.
Segundo ele, os médicos que trabalham no Hospital Geral Estado (HGE) estão mais vulneráveis a sofrer quaisquer distúrbios psicológicos, já que a unidade é a que mais apresenta problemas. Em um relatório, que será entregue ao ministro da saúde, Alexandre Padilha, o sindicato defende que a unidade seja interditada.
Galvão afirma que alas do hospital funcionam com superlotação, além de não ter leitos e salas de cirurgia em casos de emergência. “Nós vamos aproveitar essa oportunidade com o ministro da saúde para mostrar a ele a situação em que se encontra Alagoas e as condições em que os médicos são submetidos. Vamos pedir a interdição federal no estado”, garantiu.
Pesquisa
Uma pesquisa nacional feita recentemente apontou que os profissionais da saúde estão sofrendo de depressão. O estudado, feito com mais de sete mil profissionais, apontou que 44% sofrem de depressão ou ansiedade e 57% têm estafa e desânimo com o emprego. A prevalência de distúrbios psíquicos nos médicos supera em quase 11 pontos porcentuais a incidência na população em geral.
