por Vanessa Siqueira e Paulo Chancey Junior (colaborador)
Surpresas e controvérsias marcam o julgamento dos réus acusados na morte do professor Denilson Leite. Após o menor de idade, que era apenas testemunha, assumir o crime, o irmão da vítima, afirmou que Denilson vinha sendo extorquido e ameaçado pelos quatro homens acusados de envolvimento no assassinato.
De acordo com Daniel Leite, o irmão vinha recebendo ligações e ameaças, uma vez que os acusados do crime queriam dinheiro. “Cheguei a conversar com meu irmão, perguntei se queria ajuda, mas ele falou que iria resolver tudo sozinho”, disse.
Daniel deu outras declarações, que batem de frente com o depoimento do menor W.S, que afirmou que no dia do crime, bebia com o professor e Ediel no bairro de Cruz das Almas. “Tenho informações que os quatro (o menor, Ediel, John e Ailton) bebiam com meu irmão no Veneza, antes do crime”, afirmou, referindo-se a uma choparia no conjunto Osman Loureiro.
A informação é compatível com a afirmação da acusação. Segundo o promotor Flávio Gomes da Costa, outra testemunha esteve no bar [inclusive, esteve na mesa com os quatro acusados e o professor] antes de se afastar e posteriormente vê-los saindo do estabelecimento.
No momento em que Daniel Leite era interrogado pelo juiz Maurício Brêda, a mãe dele e da vítima, Maria Leite, se levantou e gritou para o juiz, afirmando que os quatro homens mataram seu filho, pedindo condenação para todos.
Com isso, o magistrado suspendeu o julgamento por alguns minutos até que a mãe se acalmasse. Vale lembrar, que o menor de idade não pode ser condenado, um dos acusados está foragido e os dois réus, não estão sendo julgados por homicídio, e sim por danos e destruição de veículos e ocultação de cadáver, podendo ser absolvidos e libertados após o julgamento.
