Um grupo de mulheres intensificou na quinta-feira, nos bairros do Clima Bom e Osman Loureiro, a distribuição de milhares de folhetos explicativos, cartilhas e campanha corpo-a-corpo com os moradores sobre os direitos da mulher, além de cópias da Lei Maria da Penha. A campanha educativa ocorreu por conta da celebração, nesta sexta-feira (8), do Dia Internacional da Mulher.
A ação faz parte da divulgação do trabalho do Programa Mulheres na Comunidade, coordenado pela Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH) e apoio da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
A campanha tem o objetivo de fornecer informações de como proceder em casos de violência contra a mulher, subsidiar a população sobre os órgãos públicos responsáveis pelo acolhimento e encaminhamento das pessoas e dirimir as dúvidas mais frequentes sobre a Lei Federal nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha.
Para denúncia de casos de violência, as pessoas podem ligar para o número 180. O Mulheres na Comunidade – além de divulgar o trabalho com foco na questão da violência contra a mulher – o serviço tem uma abrangência social que interessa também a outros públicos.
“Além desse trabalho com viés para os conflitos relacionados à mulher, nós fazemos também o encaminhamento de crianças e adolescentes para a escola, ajuda a idosos em situação de vulnerabilidade e intermediamos casos que requerem conciliação para evitar violência, entre outros assuntos que mexem na vida dos moradores”, explica Claudete Cardoso, psicóloga e gerente de mediação de conflitos que representa a Seds, no Mulheres da Comunidade do Clima Bom.
A atuação do Mulheres na Comunidade inclui, além dos bairros do Clima Bom e Osman Loureiro, os moradores de localidades do Conjunto Colina dos Eucaliptos, Conjunto Colibri, Rosane Collor e Clima Bom II. O trabalho é feito quase sempre com a intermediação dos policiais da Base de Polícia Comunitária no bairro e é composto por 14 mulheres.
Nas ações, as 14 mulheres distribuíram os folhetos em residências e nos coletivos urbanos do bairro. “Mora aqui há vários anos e sofríamos com muitos arrombamentos e assaltos antes de as Mulheres da Paz e a Polícia Comunitária se instalarem no Osman Loureiro. Agora a coisa está bem mais calma”, atestou Maria Vieira de Souza, moradora do bairro há mais de 10 anos.
Durante toda esta semana, a Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos e a Seds promoveram diversos eventos, com palestras, ações de cidadania e campanhas educativas para conscientizar a população sobre os direitos das mulheres.
O Programa Mulheres na Comunidade trabalha na prevenção da violência. Atualmente, 110 mulheres que integravam o antigo projeto Mulheres da Paz, do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), foram selecionadas e capacitadas para integrar as equipes que trabalham nas Bases de Polícia Comunitária implantadas pelo Governo de Alagoas em vários bairros de Maceió. As participantes ganham uma bolsa de R$ 210,00 para atuar 12 horas por semana.