Após duas visitas oficiais e estudo da concepção do acolhimento de dependentes químicos adotado em Alagoas, o governo do Espírito Santo decidiu copiar o projeto Acolhe Alagoas no estado, desde o sistema de triagem ao atendimento domiciliar às famílias. Para ajudar nesta implementação, o secretário de Promoção da Paz, Jardel Aderico, esteve em Vitória nesta segunda (04) e terça-feira (05) com membros da sua equipe para falar com governo, técnicos e comunidades acolhedoras capixabas.

O primeiro compromisso no Espírito Santo foi uma reunião técnica com a equipe da Coordenação Estadual de Políticas sobre Drogas, com a presença do coordenador Ledir Porto – que integrou a comitiva que esteve em Alagoas em janeiro – e Thiago Hoffman, subsecretário estadual de Saúde.

“O governador Renato Casagrande também esteve conosco e percebemos a decisão dele em implantar a rede de acolhimento. Ele também ligou para o governador Teotonio Vilela e demonstrou interesse de manter a parceria com Alagoas nestes primeiros momentos, pois nós temos experiências que o Espírito Santo pode aproveitar”, comentou Jardel.

À tarde, o encontro foi com as comunidades acolhedoras do Espírito Santo, para apresentação formal da proposta de acolhimento e esclarecimentos sobre o serviço. O secretário alagoano também conheceu o local onde funcionará o Centro de Acolhimento capixaba, uma das comunidades acolhedoras que já existem no estado, chamada Horta de Vida, e um projeto de materiais alternativos de infraestrutura, o que pode facilitar a instalação dos prédios das comunidades.

Jardel Aderico e equipe – Lideilma Alves, diretora de Recuperação, e Luan Gama, coordenador da equipe de Capacitação Permanente da Sepaz – participaram, na manhã desta terça, de uma reunião ampliada com o Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas do Espírito Santo.

“Foi um momento para tirar dúvidas e ampliar o debate e a sensibilização com as instituições”, explicou Jardel.

 

Como surgiu o interesse capixaba

O estado do Espírito Santo mandou representantes a Alagoas duas vezes para conhecer e estudar o projeto do Acolhe. A primeira delas foi em agosto de 2012, quando o deputado federal César Colnago esteve em Maceió, após ouvir os relatos do colega alagoano Givaldo Carimbão. À época, Colnago disse que a iniciativa de acolhimento a dependentes químicos como política de governo era uma referência para o Brasil.

Em janeiro deste ano, uma comitiva de nove técnicos de diversas secretarias esteve em Maceió, já para entender a metodologia e aplicação do acolhimento. “O Acolhe foi uma estratégia bem aceita pela equipe e o governador Casagrande como uma resposta rápida, eficiente e prática no tratamento do dependente químico. Além de ser uma forma de combater a violência e a criminalidade, abre uma porta às famílias capixabas que estão sofrendo com o crack e outras drogas”, disse Ledir Porto, que irá coordenar a rede de acolhimento no Espírito Santo.