Centenas de sem-terra e sem-teto do Estado de Alagoas iniciaram na manhã desta terça-feira (05), na praça Sinimbu, Centro de Maceió, uma concentração, que visa pressionar o poder público, com relação ao direito de moradia e plantação, além de cobrar soluções quanto às últimas reintegrações de posse, onde eles denunciam abuso da força por parte da Polícia Militar.
A todo momento chegam caminhões com caravanas de vários municípios alagoanos, além de outros Estados. No período da tarde, as lideranças irão se reunir para discutir quais serão os próximos passos do manifesto, que não tem previsão de deixar a praça, com a concentração na sede do Incra e que fará protestos em frente ao Tribunal de Justiça e o Palácio República dos Palmares, provavelmente nesta quarta-feira.
Além de exigirem o direito de moradia e plantação em terras improdutivas, os manifestantes cobram atitudes das autoridades quanto as recentes ações de reintegrações de posse, em Rio Largo Messias. Neste último município, houve abuso da força.
No dia último dia 18 de fevereiro timo, contra 300 famílias que ocupavam, há cinco anos, um terreno de propriedade da própria Prefeitura. O município conseguiu uma liminar para reintegração de posse e houve espancamento, prisões, ameaças de morte, impedimento do trabalho da imprensa, segundo os sem-terra.
De acordo com o coordenador estadual do Terra Livre, Tarciso Barbosa, o protesto é pacífico, mas que pretende respostas das autoridades. “Estaremos aqui sem data para sair e vamos aproveitar esse tempo para protestar junto ao TJ, uma tomada de decisões com relação a essas reintegrações de posse e uso da força e no palácio, iremos pedir providências quanto a moradia e plantação para estas famílias”, disse.
Participam do movimento o grupo Terra Livre - Movimento popular campo e cidade, Movimento Unidos pela Terra (MUPT), Movimento de Luta pela Terra (MLT) e a Via do Trabalho.
