A Justiça do Trabalho já definiu para o dia 14 de março, leilão do parque industrial da Camila, que fica na cidade de Batalha. O leilão será para pagar 143 causas trabalhistas e o dinheiro que sobrar ficará para pagar os atrasados dos trabalhadores em débito com o INSS.

  A falência da Cooperativa Agropecuária de Major Izidoro Ltda., mais conhecida como Camila, pela maioria dos atores da Cadeia Produtiva de Leite de Alagoas. A empresa, criada em 1979, no município de Batalha, encerrou suas atividades no ano de 2009, após trajetória repleta de altos e baixos.

Em sua fase áurea, em meados dos anos 90, a cooperativa contava com 1,3 mil associados e comercializava seu leite para os municípios e Estado. Contudo, a Camila entrou em decadência nos anos seguintes, por causa de dívidas acumuladas, principalmente com operações de empréstimo — conforme descreve texto contido na página da empresa na internet.

“A grande herança deixada foi a quantia de R$ 33 milhões em dívidas, que logo foram renegociadas. Junto ao governo do Estado, a Nova Camila conseguiu o perdão do débito de R$ 11 milhões do ICMS e se tornou superavitária, o que fortaleceu ainda mais a confiança dos produtores”, afirma o site da Camila.

Em 2006, sob nova gestão, a empresa ensaiou uma guinada, aumentando o número de associados de 11 para 190 e ampliando sua captação de leite de 21 mil litros de leite por dia para 100 mil. Apesar disso, a empreitada não resultou no sucesso esperado. “A empresa fechou suas portas com um passivo de R$ 65 milhões e um ativo de R$ 5 milhões”, descreve, em números, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, baseando-se em diagnóstico recente feito pelo governo a pedido dos produtores.

O fim da Camila gerou uma crise na Bacia Leiteira de Alagoas. Alarmados, produtores reivindicaram a participação do Estado na busca de alternativas para o fortalecimento do setor. Desde então já foram realizados três encontros entre produtores e donos de laticínios com os secretários Luiz Otávio Gomes (Desenvolvimento Econômico) e Jorge Dantas (Agricultura, hoje prefeito de Pão de Açucar.

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