A ideia fixa do ex-presidente da extinta Ceal, eletricitário  Joaquim Brito, também, presidente do PT alagoano, em assumir o cargo de diretor de seguridade da Fundação Ceal e Assistência Social da Previdência (Faceal), ganhou novos capítulos.

Brito agora se encontra com dois fortes padrinhos; os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão e o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que enviaram uma recomendação em conjunto para o presidente da Eletrobras, Marcos Madureira, providenciar a substituição do atual diretor  Alexandre Gonçalvez por Brito .

Por sua vez, Madureira encaminhou uma correspondência ao presidente do Conselho da Faceal, advogado Leonardo Gominho, para proceder de imediato a substituição, por conta da recomendação vinda de Brasília, do alto escalão do PT.

Gominho veta a entrada de Brito

Os conselheiros da Faceal - três eleitos e três indicados - liderados por Gominho, são contra a indicação de Joaquim Brito, por ele não ter perfil e nem formação técnica para exercer o cargo de diretor de Seguridade, bem como por se tratar de ingerência política.

O atual diretor de Seguridade, Alexandre Gonçalvez, é funcionário de carreira da extinta Ceal com mais de 29 anos, participou do comitê de investimento e ainda, na empresa exerceu funções no setor de informática e no faturamento. Ele tem ainda um perfil técnico dos melhores para exercer a atual função, cujo cargo já tinha disputado antes com o próprio Brito.

Joaquim Brito nos bastidores teria acertado com a direção da Eletrobras tão logo seja indicado para a função de diretor Seguridade, entraria no PDI que a empresa prepara novamente este ano.

Brito é top de linha no salário da empresa, percebendo mais de R$ 20 mil. E o salário do diretor de Seguridade é de R$ 8 mil.

É bom lembrar que Joaquim Brito foi afastado a presidência da Ceal junto com toda a sua diretoria, pela então ministra do Gabinete Civil, Dilma Rousseff, no segundo governo de Lula, por não ter cumprido metas na recuperação da empresa energética.