O delegado Rodolpho Chiarelli Junior, que coordenou a investigação que culminou com a condenação, nesta sexta-feira, do publicitário Gil Rugai, 29 anos, pela morte do pai, Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e da madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, 33 anos, afirmou, após a decisão do júri, que a Polícia Civil tinha provas que incriminavam o réu. "Ele era o culpado, nós tínhamos prova e, hoje, foi feita a justiça", disse.
Chiarelli Junior foi testemunha de acusação e depôs por seis horas no julgamento. Ele teve seu trabalho questionado pela defesa, que apontou "lapsos" em laudos da polícia, como o que demonstrou a compatibilidade entre o pé de Gil Rugai e a marca de pisada encontrada na porta arrombada.
"Não acho que é hora de comemorar porque duas pessoas morreram, mas sinto que o meu trabalho e o trabalho de toda a Polícia Civil foi referendado hoje. Mas quero deixar claro que eu não tenho nenhum sentimento de vingança, nem nunca tive, pelo Gil Rugai", disse o delegado.
Rugai foi condenado pela morte de Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e da madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, 33 anos, mortos a tiros em 28 de março de 2004. O julgamento durou cinco dias, sendo que foram ouvidas 15 testemunhas - cinco de acusação, sete de defesa e três do juiz. Gil Rugai foi o último a depor, sendo interrogado por cerca de quatro horas e meia, na última quinta-feira. Ele, que sempre alegou ser inocente, respondeu às perguntas do juiz Adilson Paukoski Simoni, presidente do júri, e de seus advogados, Marcelo Feller e Thiago Anastácio, mas foi orientado a ficar em silêncio durante o interrogatório do promotor.
O casal foi assassinado a tiros na casa onde vivia e, embora Gil Rugai sempre tenha negado a autoria dos disparos, um vigia que trabalhava naquela rua disse à Polícia Civil tê-lo visto deixar a cena do crime. Além disso, colaborou para a tese da acusação o fato de algumas testemunhas terem relatado a briga entre pai e filho dias antes.









