A Justiça Eleitoral cassou o mandato do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Léo Burguês de Castro (PSDB), e o declarou inelegível por oito anos. O parlamentar foi considerado culpado por abuso de poder político e econômico na disputa eleitoral. A sentença, de primeira instância, foi divulgada na terça-feira (19).
Segundo ação instaurada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), Léo Burguês teria autorizado a realização de despesas com a publicidade oficial que excedeu a média dos gastos nos três últimos anos que antecederam o pleito. Na decisão, o diretor do Foro Eleitoral de Belo Horizonte, juiz Manoel Morais, entendeu que o vereador, apenas em um semestre de 2012, praticamente duplicou a "despesa realizada".
"Tendo-se em conta os anos anteriores, sem dúvida que feriu os padrões éticos que se espera do administrador público", avaliou o magistrado.
Para o juiz, "restou configurado o desvio e o abuso do poder econômico-político do investigado, impondo-se a declaração da sua inelegibilidade pelo período de oito anos subsequentes à eleição, além da cassação dos seus registro e diploma".









