Com o objetivo de discutir a formação de uma rede, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, nesta terça-feira (19), a primeira reunião do ano com os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Alagoas. O encontro, voltado para oficineiros e terapeutas ocupacionais, aconteceu no Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest).
Na ocasião, também foram avaliadas as atividades e capacitações realizadas ao longo de 2012. O foco, porém, foi a criação de um Colegiado Regional de Reabilitação Psicossocial, que vai trabalhar no fomento de ações de inclusão social pelo trabalho formal e informal para os usuários dos centros e de substâncias tóxicas, como crack, álcool e outras drogas.
“Esse projeto é essencial para que possamos reabilitar e incluir essas pessoas de volta à sociedade. Precisamos conscientizar não só os técnicos, mas principalmente os gestores municipais para a formação desse colegiado e a realização de projetos de inclusão e geração de renda”, expõe o gerente de Núcleo de Saúde Mental da Sesau (Gensam), Berto Gonçalo.
A reunião também tratou dos resultados dos Fóruns Regionalizados de Reabilitação Psicossocial, uma etapa para a formação do comitê. Entre os tópicos abordados foram o mapeamento e o estímulo a empreendimentos de economia solidária e a realização de busca ativa de usuários com potencialidades para arte, cultura e produção.
Também foram abordadas as propostas sobre a identificação da demanda de qualificação profissional e de possíveis parcerias para cursos; a sensibilização dos parceiros atuantes em cada município ou região; a criação da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária e a definição de uma agenda de eventos, encontros intersetoriais e qualificações.
InfoCaps
Os terapeutas e oficineiros conheceram ainda o projeto InfoCaps – Rompendo Preconceito e Fortalecendo Cidadania, focado na inclusão digital. O objetivo é gerar emprego e renda para os usuários dos centros e dependentes químicos, bem como para membros da família e para a sociedade civil em geral que participam do curso de informática.
Cada edição da capacitação tem duração de três meses e aborda diversos tópicos, como domínio de teclado e mouse, sistema operacional, internet, editor de texto, digitação, planilha eletrônica e Power Point. Ao todo, são 80 horas-aula, que, além de repassar conhecimentos tecnológicos, pretendem também resgatar a cidadania.
“Queremos reabilitar os usuários para a convivência com a sociedade e para o trabalho. Nossa prioridade é não só fazê-lo evoluir clinicamente e promover o desenvolvimento psicossocial, mas principalmente recolocá-los no mercado, possibilitando uma maior autonomia e uma melhor qualidade de vida”, explica o gerente de Núcleo de Saúde Mental da Sesau, Berto Gonçalo.
Técnicos dos Caps de Murici e Coruripe também apresentaram seus projetos: Caminho de Retalhos e Amor e Sabor, respectivamente. As iniciativas foram aprovadas na III chamada de projetos de inclusão social do Ministério da Saúde (MS) e receberão recursos do órgão para as ações.