Um dia após o Ministério Público Federal (MPF/AL) denunciar Ronaldo Lessa e a ex-secretária de saúde do Estado Kátia Born pelo desvio de R$ 5 milhões, que seriam destinado para reforma da antiga Unidade de Emergência Dr. Armando Lages, o ex-governador classificou a acusação como “leviana e criminosa”. 

Em contato com o CadaMinuto, Lessa afirmou que não era governador no período em que a verba foi destinada para Alagoas. “Eu não era governador naquela época. Na época o governador era o Luiz Abílio, o que eu duvido muito ter cometido algum tipo de irregularidade”, frisou. 

O ex-governador criticou a postura do MPF ao denunciá-lo. “Essa é mais uma ação leviana e criminosa do Ministério Público”, afirmou Lessa, acrescentando que seus advogados irão ingressar com ações contra as acusações. 

Segundo o MPF, a ação penal pública teve origem na representação feita pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), realizada na Secretaria de Saúde do Estado, em 2008 e 2009 – a partir de solicitação feita pelo Conselho Estadual de Saúde.

Lessa rebateu que sua campanha não foi financiada com o valor em questão. Segundo ele, a empresa citada pelo MPF, a Arquitec – Arquitetura, Engenharia e Construção, pode ter doado dinheiro para a campanha, assim como outras empresas privadas. “É ridículo afirmar que esse dinheiro financiou a minha campanha”, completou. 

Ação 

De acordo com a ação, proposta pelo 3º Ofício de Combate à Corrupção do MPF, os réus fraudaram o caráter competitivo da licitação destinada à reforma, utilizando-se de sobrepreço, superfaturamento e inexecução contratual. Durante a vigência do contrato nº 46/2006, foram desviados R$ 5 milhões dos recursos destinados pelo Ministério da Saúde.

Posteriormente, do montante desviado para a empresa vencedora da licitação, a Arquitec, foram transferidos R$ 155 mil para a campanha de Ronaldo Lessa, de seu irmão Antônio José Lessa e de Kátia Born, em 2006. Recaem sobre os réus também o crime de peculato.