Solidário aos municípios que decretaram situação de emergência em Alagoas, o deputado federal João Lyra (PSD) assegurou que estará buscando recursos junto ao Governo Federal para amparar os novos gestores, que estão enfrentando dificuldades no início de seus mandatos em 2013.

A maioria dos prefeitos das 28 cidades em condição emergencial resume a situação das contas públicas como “precárias”. São denúncias de mau uso do dinheiro público, superfaturamento, folhas de pagamento atrasadas, entre outras irregularidades.

Considerada pelo parlamentar uma das funções mais importantes, João Lyra ressalta a importância da fiscalização em todas as esferas do poder. “Não adianta conseguirmos verbas para desenvolver Alagoas se quem administra a aplicação desses recursos não tem o mesmo desejo”, comentou João Lyra.

Com a renovação dos representantes executivos, o deputado vê uma nova chance de trabalhar em conjunto com as prefeituras em busca de soluções práticas, principalmente para os municípios do interior do Estado, geralmente mais castigados por adversidades climáticas e sem tantos incentivos para a melhoria do desenvolvimento humano da população local.

Entre os municípios que pediram socorro, fatores em comum são lembrados por João Lyra como primordiais para que o processo democrático cumpra seu papel de maneira plena.

União dos Palmares, por exemplo, era uma cidade escravizada, e não me refiro aos tempos do Quilombo”, refletiu. “O primeiro passo foi dado nas urnas, quando o povo escolheu mudar, agora cabe a cada um dos que representam Alagoas trabalhar para ajudar ao prefeito Beto Baía colocar a casa em ordem”, acrescentou.

Desde o início de sua gestão, o prefeito palmarino vem lutando para colocar as contas do município em dia, promovendo encontros entre as lideranças dos sindicatos ligados aos servidores, Ministério Público Estadual (MPE) e a Secretaria Municipal de Saúde e de Educação.

“Além de ter jogo de cintura com as contas deixadas pela antiga gestão, Beto ainda precisa manter a cidade funcionando, mesmo que de maneira provisória”, salientou.

A violência na fase de transição também foi lembrada pelo deputado. Girau do Ponciano, que é administrado por Fabinho Aurélio (PSD), teve que lidar com dificuldades como o incêndio no Centro Administrativo, onde houve uma verdadeira incineração de documentos que podiam comprometer atos de improbidade administrativa.

Os setores de contabilidade e recursos humanos estavam fechados com cadeados, impossibilitando que qualquer documento fosse protegido das chamas, que logo se alastraram. No dia da posse, os setores burocráticos estavam funcionando provisoriamente no Caic. “Começar do zero é até mais fácil do que em uma situação dessas, onde não é possível encontrar nada e quando se encontra, está sucateado”, comentou João Lyra.

“Não há como ficar indiferente aos prefeitos que chegam ao cargo com disposição para trabalhar e encontram um verdadeiro caos instalado”, disse JL. “O que estiver ao meu alcance para amparar e cobrar como Deputado Federal e, acima de tudo, como cidadão que ama Alagoas, o farei”, garantiu.

O respaldo oferecido pelo MPE e o Tribunal de Contas do Estado (TCU) são as melhores ferramentas para os novos gestores consertarem o estrago, segundo o deputado federal. “O Ministério Público, na pessoa do coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, José Carlos Castro, já deixou claro que, de posse das informações passadas por cada município, irá punir a quem não utilizou o dinheiro público da maneira que deveria”, confirmou o deputado.

"Essa é a garantia que a bancada federal precisa para buscar novos recursos que supram as necessidades de Alagoas”.

A vontade de ver o Estado progredir tem que estar acima da questão partidária ou ideológica, segundo JL. “Se os gestores pensarem que administrando bem o município que o elegeu estará mudando também o perfil de Alagoas, todos saem ganhando”, destacou.

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