Uma obra, com a chancela do PAC, que teria o objetivo de urbanizar o Vale do Reginaldo, em Maceió com a construção de apartamentos e um eixo viário entre outras obras, tudo dividido entre as três esferas de governo e que contou com todos em seu lançamento, o então presidente Luiz Inácio Lula, o governador Teotônio Vilela Filho e o então prefeito Cicero Almeida, além de senadores e tantos outros políticos.

O problema é que a execução da obra se tornou um fiasco, a única etapa concluída, a entrega de algumas unidades habitacionais ao custo de R$ 60 milhões pelo Estado, foi alvo de uma auditoria realizada pela Secretaria Executiva do Ministério das Cidades, no período
de 18 janeiro e 26 de fevereiro de 2010 apresentou diversas irregularidades.

O secretário de Infra-Estrutura Marcos Fireman e sete funcionários da sua pasta tiveram que se explicar, mas não houve jeito, as obras foram interrompidas.

Durante a campanha política, Cicero Almeida e o governador Teotônio Vilela Filho se acusaram de incompetência na gestão do processo, e um apontou o outro como responsável pelo fiasco.

Após eleição

Agora com a eleição de Rui Palmeira, do mesmo partido do governador, a única “justificativa política” para o PSDB local, que seria jogar a culpa na prefeitura, acabou e foi realizada uma reunião para a apresentação, por parte do Estado, detalhes e dificuldades enfrentadas até agora para executar o projeto de forma integrada com o município.

Para o governo do Estado, é importante que a obra, que tem 85% de verbas federais disponíveis seja tocada, agora que as duas administrações são feitas pelo mesmo partido.

Os dois secretários, Marcos Fireman do Estado e Roberto Fernandes da prefeitura, distribuíram falas positivas em matéria assinada pela Agencia Alagoas, e falaram em uma retomada do cronograma da Obra.

O que não foi tocado, na nota distribuída para a imprensa, foi no que será feito para superar as irregularidades apontadas pelo TCU, na primeira etapa da obra, principal motivo para a paralisação do projeto, que não é o único do PAC em Alagoas, alvo de investigação.