Revoltados com a falta de segurança e os seguidos assaltos e outras ações criminosas, moradores do Francês, povoado de Marechal Deodoro, decidiram se manifestar, cobrando atitudes dos poderes públicos. No próximo sábado, uma passeata irá pedir paz e segurança na região.
O movimento que começou através das redes sociais e ganhou vários adeptos, sejam moradores, comerciantes e até turistas, devidamente vestidos de branco, terá início às 09h em frente ao posto de monitoramento da guarda municipal.
Nos últimos anos, o número de assaltos só cresceu, tendo em vista que a praia é um tradicional ponto de veraneio, onde alagoanos e turistas de outros estados e até de outros países, lotam as pousadas e alugam casas para passar as férias após a virada de ano.
O estopim aconteceu na última semana, quando cinco homens, três deles invadiram uma residência e outros dois deram cobertura, para exigir dinheiro da moradora que estava com a filha e uma babá em casa. Eles procuravam o ex-esposo da proprietária da casa, que é gerente de um posto de combustível de grande movimento na região.
Antes de deixarem o local, os assaltantes levaram a babá para dentro de um banheiro e a estupraram, deixando o local sem serem reconhecidos ou abordados. Eles seguiram com o gerente ao posto onde conseguiram roubar R$ 85 mil, fugindo em seguida com o veículo da vítima. Até agora não há registros das prisões.
Autoridades estaduais foram convidadas a participar do movimento pacífico, mas não responderam, o que deve gerar um manifesto formado apenas por moradores e comerciantes da região.
Em 2010, a população já alertava para o aumento da violência no povoado. Isso aconteceu, principalmente, depois que o único posto policial localizado na Praia do Francês foi desativado para dar continuidade às obras de duplicação da rodovia estadual AL 101 Sul. O detalhe é que, segundo a Polícia Militar, o posto seria reativado com a conclusão, o que ainda não aconteceu.
Coincidência ou não, desde que o posto foi desativado, os assaltos a estabelecimentos comerciais e casas de veraneio se tornaram rotina. Não é difícil encontrar pessoas que relatem casos de violência na região; muitos decidiram vender imóveis e mudar de cidade para deixar de ser vítima do crime.
