A situação da saúde pública do estado de Alagoas ainda está sem definição. Com mais de 20 dias, a greve dos médicos no Estado segue sem nenhuma perspectiva de retorno às atividades e a população com sérias dificuldades de atendimento. A greve busca melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Wellington Galvão, paralelo a greve dos médicos existe ainda a situação dos prestadores de serviço do Hospital Hélvio Auto (HDT) e da Maternidade Santa Mônica. “Acaba amanhã (05) o prazo de demissão coletiva para os médicos prestadores de serviço do hospital HDT e no próximo dia 16 da UTI materna e neo-natal da maternidade Santa Mônica. Se não for dado nenhum posicionamento o caos será transformado”, disse.

No Hospital Hélvio Auto houve uma baixa muito grande no número de médicos e leitos, o que acaba prejudicando a população, que chega ao hospital pela manhã e só é atendido no final da tarde. “Dos 139 leitos do HDT, estão sendo utilizados apenas 62, essa situação é decorrente da falta de médicos, não estamos trabalhando nem com 50% da nossa capacidade”.

Em cinco anos o estado perdeu muitos médicos para os estados vizinhos. “Perdemos cerca de 1.200 médicos que acabam indo trabalhar em outros estado devido a essa crise que tem se transformado a saúde pública em Alagoas”, contou Wellington Galvão.

A greve dos médicos continua desde o dia 11 de dezembro e sem nenhuma expectativa de acordo. ”Após a entrevista que o governador deu ontem estamos sem expectativa e prazo para sermos atendidos com as nossas reivindicações, os médicos estão sem acreditar que possa existir alguma melhoria”.

Foi realizada ontem (03) uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, onde foram expostas as propostas. “Queremos negociações do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a garantia de realização de concurso público. O PCCS pode ainda ser parcelado em 2013 e 2014. Alexandre provavelmente estará levando para o governador na próxima semana”, concluiu o presidente Wellington Galvão.