Tem se tornado uma constante em nosso estado prefeito recém-empossado reclamar da situação em que encontra as contas e o patrimônio da municipalidade.

Ora, mas se tudo estivesse bem o antigo prefeito continuaria sendo ou teria feito seu sucessor, não é mesmo?!

Quando os prefeitos, hoje empossados, candidataram-se aos seus cargos nas últimas eleições o que esperavam? Não o fizeram por crerem serem capazes de administrar melhor?

Pois bem, o antigo mostrou que fez errado (ao menos é o que os novos querem fazer crer), mas já não era sabido? Senão não se candidatariam, certo?!

Que agora, eleitos e empossados, tragam a público as mazelas que encontraram e apontem os erros das administrações anteriores, não há o que condenarmos, afinal, este é o jogo político entre opositores.

Mas a preocupação é que a moda, inaugurada por governos atuais, de atribuírem seus fracassos, inércias e desorganização aos erros dos gestores passados, acabe “pegando”.

Os cidadãos já não aceitam e nem admitem que gestores continuem perdendo tempo e se desgastando em provar os erros dos políticos anteriores, isso é função do Ministério Público.

O Poder Executivo deve executar, deve gerir, administrar.

Candidataram-se por se julgarem capazes, foram eleitos porque o povo também acreditou que eram, pois agora provem. Que pegue seu “abacaxi” e descasque (usando a boa e velha expressão popular para a resolução de um problema).

Citar e apontar os erros do passado faz parte do jogo, mas já não enrola mais. Gestor que quiser ser melhor que o passado tem que solucionar os problemas encontrados, sob pena de ser igual ao anterior e contribuir para que o povo continue na mesma situação de penúria.

O que me impressiona à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro. (Mário Quintana)