Um casal reclama que a trava de segurança da montanha-russa do parque de diversões Hopi Hari de Vinhedo (SP) se soltou na noite de quinta-feira. Segundo os jovens, para evitar a queda da garota, o rapaz teve que segurar o dispositivo com uma das mãos e machucou o punho. Eles registraram um boletim de ocorrência (BO) na Polícia Civil da cidade. O parque afirma que não encontrou nenhum problema na atração. Em fevereiro deste ano, uma adolescente morreu ao cair de um dos brinquedos do local.
Segundo o BO, o problema foi notado assim que o equipamento foi acionado e a montanha-russa estava em movimento na metade do caminho. Eles perceberam que havia uma folga entre o brinquedo e o corpo da moça. Ela teria entrado em pânico já que não havia como o trajeto da montanha-russa ser interrompido.
Após o fim do percurso da montanha-russa, o casal foi atendido pelos socorristas do parque e depois encaminhado a um hospital em Jundiaí. A garota estava muito nervosa e o rapaz foi medicado. Na sequência, ambos foram liberados. A assessoria de imprensa do Hopi Hari divulgou uma nota sobre o ocorrido:
“Hopi Hari informa que, a partir da impressão manifestada pela visitante, a equipe técnica do parque verificou as travas da atração e não encontrou qualquer problema. Em seguida, a atração foi liberada e funcionou até o final do dia, sem qualquer manifestação semelhante de outros visitantes. Ainda ontem, a Polícia Civil concluiu a perícia técnica na atração e não encontrou nenhum problema.
As atrações de Hopi Hari são certificadas pela empresa alemã TUV SÜD, maior certificadora de parques temáticos do mundo. O Hopi Hari também é o primeiro parque temático do Brasil a obter certificado ISO 9001”.
Um acidente com morte provocou a interdição do Hopi Hari em fevereiro deste ano. A estudante japonesa Gabriella Nichimura, 14 anos, filha de uma brasileira, caiu do brinquedo Torre Eiffel. A adolescente faleceu no local. La Tour Eiffel, como é batizado o equipamento, simula uma queda livre de 70 m - o que corresponde à altura de um prédio com 23 andares.
Gabriela ocupava a cadeira do canto e estava acompanhada do pai, da mãe e de uma prima. De acordo com laudos oficiais, somente a trava do acento ocupada por ela se abriu e a adolescente despencou com o rosto no chão. Ela teve múltiplas fraturas e não resistiu.
O caso está na Vara Criminal de Vinhedo e o Ministério Público pediu a Justiça o indiciamento de 12 pessoas dentre elas o vice-presidente do Hopi Hare, técnicos e funcionários operadores do brinquedo. A família também pede uma indenização por danos morais e materiais de R$ 4,6 milhões.
Por causa do acidente na Torre Eiffel o Ministério Público Estadual e MP Defesa do Consumidor formalizaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e solicitou a interdição do Hopi Hari por 30 dias.









