Por unanimidade, o Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas rejeitou, durante a sessão desta terça-feira (18), denúncia contra o deputado estadual Antônio Albuquerque referente à sua participação intelectual no processo que apura o assassinato morte do cabo da Polícia Militar de Alagoas, José Gonçalves da Silva Filho, o ‘cabo Gonçalves’, executado em 1996.

Durante a sessão do Pleno, o Procurador de Justiça Luciano Chagas, representante do Ministério Público no caso, mostrou-se contrário à denúncia, ao apontar a falta de credibilidade do ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante contra o deputado. “Não há indícios que mostrem a relação do deputado com o assassinato”, colocou Chagas, ao citar que o depoimento do ex-militar era a única prova apresentada contra Albuquerque. Além disso, nenhum dos outros acusados do crime citaram a participação do deputado.

O entendimento do relator do processo, desembargador José Carlos Malta Marques, foi o mesmo do procurador. Segundo ele, não há elementos que possa deixar evidente o envolvimento do vice-presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas no crime.

O julgamento de Cavalcante aconteceu em outubro de 2011. Ao júri, o ex-militar confirmou ter sido contratado para arquitetar a morte de cabo Gonçalves. A encomenda partiu de três parlamentares, dentre eles Albuquerque. À Justiça, Cavalcante confirmou o assassinato e ainda deu detalhes de como foi planejado, numa fazendo de um dos deputados.