Marcada para a tarde desta segunda-feira (17), a diplomação do prefeito reeleito de Rio Largo, Toninho Lins, afastado desde o ano passado por improbidade administrativa pode não ter validade. Isso por que, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, através do promotor José Carlos Castro, pretende formular um novo pedido de afastamento do líder do executivo municipal.

O evento desta segunda-feira servirá apenas para diplomar, tanto o prefeito, como vereadores de Rio Largo, além da juíza eleitoral Luciana Cavalcanti de Mello Sampaio e os prefeitos das cidades vizinhas, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Satuba.

Diante da situação, o promotor José Carlos Castro confirmou que não existe nenhum entrave jurídico que impeça a diplomação de acontecer, mas, de qualquer forma, será pedida a manutenção do afastamento do prefeito.

“A diplomação é um procedimento natural da justiça eleitoral. Ele pode e vai ser diplomado, mas, nós estamos trabalhando em cima da possibilidade dele assumir no dia 1º, isso sim seria contra a lei e vamos pedir a manutenção do afastamento do prefeito junto ao tribunal de justiça”, disse.

Questionado se haverá dificuldade junto a justiça para manter Toninho Lins afastado, não assumindo o cargo em janeiro de 2013, o promotor foi enfático. “O fato dele ter sido reeleito não o livra das acusações. Os processos contra ele continuam sendo julgados. A justiça manteve o afastamento dele, bloqueou bens e não acredito que isso venha mudar agora”, afirmou.

O AFASTAMENTO

Toninho Lins foi afastado do cargo pela primeira vez em junho deste ano, quando o Ministério Público denunciou e o Tribunal de Justiça, através do desembargador Otávio Leão Praxedes pediu a prisão do prefeito, sob acusação de apropriação de bens e renda pública em proveito próprio, alineação de bem público em desacordo com a lei, falsidade ideológica, dispensa ilegal de licitação e formação de quadrilha. Tudo isso teve como ápice a venda ilegal de um terreno na cidade.

O prefeito afastado de Rio Largo foi libertado, desde então, vem amargando derrotas na justiça, uma vez que teve seus pedidos para retornar ao cargo negados, com a justiça mantendo o afastamento além de bloquear os bens do político.