A irmã da juíza Patrícia Acioli, Márcia Acioli, disse, durante intervalo do julgamento do cabo Sérgio Castro Jr, réu confesso do assassinato da magistrada, que a família espera que haja uma "punição geral". A declaração é em alusão aos outros dez policiais militares acusados do crime, que aconteceu em agosto de 2011 em Niterói. A família, desde o início das investigações, bate nesta tecla, cobrando punição não só para os executores, mas também para os mandantes do assassinato.
A mãe da juíza, dona Marli Acioli, acompanha há quatro horas os depoimentos, inclusive o do réu, que durou mais de uma hora e meia e aconteceu no final da manhã desta terça feira. De acordo com Márcia, a mãe "quis olhar no olho" do assassino da filha. Ela reconhece que, pelo fato de Sérgio Castro Jr. estar beneficiado pela delação premiada, pode ter a pena abrandada. No entanto, Márcia é taxativa: "o meu desejo era pela pena máxima para ele, mas não sou eu quem decido".
Segundo a irmã de Patrícia, a família considera que, até o momento, a condução do julgamento está sendo feita de forma correta e equilibrada. Pela lei, a confissão do crime e o ato de colaborar com informações que elucidem os fatos - que foi o que ocorreu neste caso - pode reduzir a pena do réu em um ou dois terços.
Juíza é executada em Niterói
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto de 2011, na porta de casa em Piratininga, Niterói. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados 21 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.










