Os donos de barracas e lanchonetes instaladas na Praia do Francês vivem um novo drama. Após a Superintendência do Patrimônio da União no Estado de Alagoas (SPU/AL) aceitar a prorrogação do prazo para a desocupação do local, os empresários receberam nesta terça-feira (04) uma nova ordem de despejo.
Pegos de surpresa, os comerciantes afirmaram que um representante da Prefeitura de Marechal Deodoro, sem documento legal, determinou que os comerciantes deixassem o local em um prazo de 24 horas. Na área da União estão instaladas 27 pontos comerciais.
Um barraqueiro, que preferiu não se identificar com medo de represálias, afirmou a reportagem do CadaMinuto que os barraqueiros estão sem saber onde recorrer da determinação. O empresário acredita que a ordem de despejo tenha partido do pedido da administração de um hotel, que está sendo instalado na Praia do Francês.
“Nós ficamos em uma área da União, que fica em frente ao hotel. Eles já tinham dito aqui que queriam o espaço para fazer uma arborização. Quando é agora a Prefeitura vem pedindo a área”, contou.
Na última reunião com a União o acordo firmando foi de que os barraqueiros teriam até o dia 28 de fevereiro de 2013 para deixar a área. “A União deixou a gente ficar. O terreno é da União, não é da Prefeitura para eles pedirem para a gente sair”, afirmou o comerciante.
O superintendente do patrimônio da União em Alagoas, Cláudio Beirão, disse que existe esse prazo até fevereiro de 2013, mas que a prefeitura está tomando as devidas providências para que os restaurantes sejam retirados o mais rápido possível. “Os barraqueiros poderão continuar, mas os restaurantes serão retirados, pois existe um projeto de urbanização e revitalização da orla, onde também irão existir barracas, porém cadastradas”, falou.
Ainda de acordo com Beirão, sobre essa ordem de despejo ele desconhece. “Não estou sabendo dessa ordem de despejo, mas a prefeitura tem autonomia para dar celeridade na retirada, ainda entrarei em contato com a prefeitura para saber o que está acontecendo em Marechal Deodoro, tive conhecimento através dos próprios barraqueiros”, finalizou.
A reportagem do CadaMinuto tentou entrar em contato com a prefeitura de Marechal Deodoro, mas não obteve êxito.
