O inquérito que investiga a brutal morte do professor João de Oliveira Mendes, dentro de uma escola na cidade de São Sebastião, caminha bem, mas poderia ser melhor. Segundo o delegado responsável pelo caso, Eraldo Brasil Filho, algumas testemunhas tem se negado a ajudar, por medo de represálias.

As causas da morte ainda estão sendo investigadas, mas a polícia já ganhou um forte indício, uma vez que a vítima respondia um processo por homicídio simples. Com isso, o delegado não descarta a tese de que o assassinato poderia ser uma vingança.

Se a investigação ganhou uma linha a seguir, as testemunhas, que deveriam ajudar no processo, não estão contribuindo da forma esperada pelo delegado, tudo por medo de represálias.

“Temos que ter muita calma em investigar uma situação como essa. Cidade pequena, um crime que pode ser de vingança, claramente as pessoas ficam com medo. Muita gente viu esse crime, mas ninguém quer falar”, disse.

O crime aconteceu na última terça-feira e desde então, o delegado esteve por três vezes na escola Municipal Padre Anchieta, para conversar informalmente com professores e funcionários e não conseguiu as respostas esperadas.

“Recebi uma informação sobre as características dos acusados. Mas, tentei confirmar com outras pessoas e não batia. Da mesma forma, disseram que iam me passar a placa do carro e nada. Então, tem muito medo envolvido nesse caso. Mas, posso garantir que a investigação está no caminho certo e estamos fazendo várias diligências, com o apoio da diretoria da PC”, afirmou.

Os depoimentos seguem nesta quinta-feira, mas num ritmo diferente, isso porque, o enterro do professor acontece hoje. O delegado ainda confirmou que familiares da vítima ainda serão ouvidos, bem como alunos que provavelmente presenciaram o crime e que serão convocados para depor, acompanhados dos pais.