Fim de governo é terrível mesmo. E o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PEN), sem fazer o seu sucessor – o que é lamentável para um gestor considerado o melhor de todos que passaram pelo executivo municipal nos últimos anos – sente na pele o fim do reinado. O ex-governador Lamenha Filho costumava dizer: "no fim de governo o garçom lhe serve café gelado e água quente".

Almeida não viveu ainda a experiência contada por Lamenha. Não provou ainda o gostinho do café gelado e nem da água quente, mas teve o dissabor, no Conjunto Graciliano Ramos, de cancelar a inauguração de uma das tantas obras que está entregando aos maceioenses nesses últimos dias de sua administração.

Na agenda do prefeito estava marcada a inauguração de praça no conjunto residencial. Mas ele (Almeida) ficou muito irritado quando constatou que uma parte do canteiro da obra tinha sido destruída por um caminhão um dia antes da solenidade. E para completar os vândalos levaram os bancos e os travessões do campo da praça. “Não vou inaugurar uma obra inacabada”, decidiu Almeida, cancelando a solenidade.

Cícero Almeida não tem papas na língua e foi logo dizendo: "não faço papel de otário". E assim preferiu deixar a praça para ser inaugurada por seu sucessor, o tucano Rui Palmeira.

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