O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, desqualificou nesta quinta-feira os comentários do republicano Mitt Romney nos quais atribuiu sua derrota eleitoral aos "presentes" que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu para hispânicos, afro-americanos e jovens.

"Esse ponto de vista sobre o povo americano e o eleitorado não condiz com a verdade do ocorrido na semana passada", comentou Carney aos jornalistas a bordo do Air Force One em direção a Nova York, onde Obama visitará hoje algumas áreas afetadas pela tempestade "Sandy".

Obama "persegue políticas que têm como núcleo o desejo de construir e fortalecer a classe média", e nas eleições presidenciais da semana passada os americanos se pronunciaram a favor delas, segundo Carney.

O derrotado nessas eleições, o ex-governador Romney, indicou ontem em uma conferência telefônica com doadores que apoiaram sua candidatura que a campanha de Obama "se centrou em dar a determinados grupos um grande presente, fez grandes esforços em pequenas coisas".

"Por certo, estas pequenas coisas somam trilhões de dólares", acrescentou em referência à avultada dívida dos EUA.

Entre elas, Romney mencionou que Obama "perdoou os juros" das dívidas que acumulam os jovens universitários.

Também assegurou que "os anticoncepcionais de graça foi um grande presente para as jovens mulheres universitárias" e, nesse sentido, a reforma promulgada por Obama em 2010 para ampliar a cobertura sanitária obrigatória foi, segundo sua opinião, decisiva.

"A promessa do plano sanitário de cobertura a perpetuidade foi altamente motivadora para aqueles que ganham entre US$ 25 mil e US$ 35 mil ao ano, que não estavam cobertos e eleitores hispânicos e afro-americanos", ressaltou Romney.

Políticas como o congelamento dos juros dos empréstimos estudantis e fazer com que os jovens possam permanecer mais tempo nos planos de saúde de seus pais "são boas para a economia e para todos nós", declarou Carney em resposta às acusações de Romney.