A reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (Sinttro- AL) e o Comando de Policiamento da Capital (CPC) ainda não é o bastante para tranquilizar a categoria. Diante da violência e da falta de segurança, rodoviários prometem reuniões e até paralisações, caso nenhuma medida seja tomada neste sentido.
Os números comprovam a violência contra os ônibus, funcionários das empresas e passageiros. Em menos de um mês, 20 assaltos foram registrados na capital alagoana, o que assusta e faz com que a categoria se movimente.
De acordo com o motorista aposentado, mas que trabalha em prol da categoria, Raimundo Medeiros, reuniões serão feitas esta semana nos terminais de várias empresas, para que uma medida seja tomada. Caso nada seja feito, uma paralisação não está descartada. “Não adiantan mais reuniões. Há anos que cobramos, ficamos na mira de assaltantes e nada acontece. Estarei junto com alguns companheiros passando nos terminais passando essa mensagem e lembrando dos nossos direitos”, disse.
O ex-rodoviário também reforça que se a maioria da categoria deliberar por uma paralisação e nenhuma resposta da reunião do sindicato com o CPC seja dada, os ônibus devem ser recolhidos a partir das 20 horas do dia escolhido.
“Nesse horário, a maioria dos trabalhadores já terá chegado em casa. A partir deste momento, estaremos recolhendo os ônibus em suas respectivas garagens. Mas, de qualquer forma, a decisão será avisada antecipadamente para a população não sofrer com isso”, afirmou.
A preocupação da categoria se dá pela falta de segurança e pela ausência de preocupação das empresas com seus funcionários. Segundo Medeiros, em função dos assaltos, os rodoviários perdem bens materiais que não são ressarcidos, correm risco de morrer e não recebem qualquer auxílio de saúde caso preciso.
“Não vamos nem falar nos companheiros que perderam a vida, seja em atividade ou em emboscadas. Mas, e os trabalhadores que ficam na mira de armas, são agredidos? Problemas psicológicos não existem para os empresários. E ai do funcionário que faltar no dia seguinte, leva falta ou é demitido”, finalizou.
Na última semana, o presidente do Sinttro- AL, Écio Ângelo, enviou um ofício que será encaminhado para o CPC, solicitando uma reunião que deve definir novas estratégias de parceria entre os transportadores e a Polícia Militar, em prol da segurança de milhares de pessoas que transitam todos os dias na capital alagoana.
Por outro lado, comandante do CPC, coronel Gilmar Batiga, afirmou que já existe um trabalho em conjunto sendo realizado. Mas, será necessária essa reunião para que novas medidas sejam tomadas.
