Esta Pensata é um espaço voltado para o público que gosta de pensar, de se sentir instado a criar soluções para problemas sociais, partindo sempre da premissa que não adianta reclamar e nada fazer para melhorar.
Não gostar de política é direito de todos, mas também é uma grande responsabilidade, pois assume que será "administrado" por quem gosta. E pior, se vale dela para alcançar objetivos escusos e particulares.
Justamente por acreditar que nem todos são iguais e que se procurarmos encontraremos pessoas de bem dispostas a se dedicarem a melhorar as coisas, assim como nós, que abro esse espaço para que o caro leitor da Pensata leia o texto a seguir do colega e amigo Vagner Paes.
Conto com vocês!
Candice Almeida
MINHAS ALAGOAS SÃO OUTRAS
(por Vagner Paes)
Jorge de Lima, grande poeta alagoano de destaque internacional, apaixonado incondicionalmente por Alagoas, sempre quando questionado sobre as mazelas políticas e sociais as quais marcavam a história da Terra dos Marechais, dizia: “Minhas Alagoas são outras. Minhas Alagoas são as Alagoas de Graciliano Ramos, Pontes de Miranda, Nise da Silveira e tantos outros”.
É mais ou menos assim que se sente a maior parte dos advogados alagoanos quando indagados por alguém de outra área profissional sobre a forma de fazer campanha para a representação de uma das classes mais instruídas de nossa sociedade.
Os excessos cometidos por alguns fazem com que se coloque em cheque a legitimidade do pleito e os interesses de quem pretende chegar à frente de tão nobre instituição.
Não comungamos com tal proceder. Acreditamos na Advocacia que traz como espada a força da argumentação e serve de escudo para a defesa de uma sociedade mais justa e solidária. Se queremos ser uma classe respeitada devemos nos fazer respeitados e respeito não se conquista através da opulência financeira, especialmente para um cargo benemérito, sem remuneração alguma, o qual deve ser ocupado por quem deseja servir a todos os seus pares, jamais o inverso!
Já dizia o ditado popular “não existe almoço grátis”, um dia essa conta chega e não será barata para os mais de 10 mil advogados alagoanos, os quais, assim como nós, não entendem esse jogo de “tudo ou nada” para ganhar uma eleição de classe.
Por isso mesmo “Nossa Ordem é outra!”. Nossa Ordem é a mesma de Ruy Barbosa, Evandro Lins e Silva, Hermann Baeta e tantos outros advogados abnegados e com história de lutas não só pela Ordem, mas também com serviços prestados a toda coletividade.
Assim surge o movimento denominado “Nossa Ordem é Outra!”, encabeçado por Cláudia Amaral e Luiz Carlos Almeida, escolhidos por um grupo de advogados jovens que vislumbrando a possibilidade de se postar diferente nessas eleições, elegeram como seus interlocutores dois advogados com uma vida desprovida de máculas e com uma história ligada à dedicação para com sua classe e a sociedade.
Talvez não sejam os mesmos rostos de sempre, mas talvez, por isso mesmo, sejam os melhores para esse momento social vivenciado, com uma chapa integrada por mais de 30% de mulheres, advogados de todas as áreas do direito, é a única chapa de oposição a esse grupo que se encontra na Ordem há quase uma década, do qual todos os outros candidatos fizeram e ainda fazem parte.
Se você também pensa como nós, venha fazer parte desse movimento (www.nossaordem.com.br) e mostrar a toda sociedade a verdadeira face da advocacia alagoana!
Nota: esse texto é fruto de uma ideia coletiva, por isso alguns trechos não podem ser atribuídos exclusivamente ao autor, pois pertencem a todos do movimento, em especial, ao meu amigo Hermann Braga de Lyra Neto.
Publicado Originalmente em Correio de Alagoas