Ao lado de alguns colegas de partido e de amigos, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) conheceu os números das urnas e se mostrou bastante surpreso com a inexpressiva votação obtida por Jurandir Bóia (PDT) na disputa pela Prefeitura de Maceió, menos de 51 mil votos. Em seu comitê, localizado na Jatiúca, o pedetista conversou com membros da imprensa e fez algumas ponderações.

De acordo com Lessa, a votação não expressa, de fato, a realidade do sentimento dos maceioenses. “É lamentável que essa eleição tenha sido resolvida na Justiça. Quem perde como isso é toda população. Todos viram, nas últimas horas, a nota lançada pelo juiz eleitoral Eric Costa, que prejudicou profundamente o nosso grupo”, lamentou.

O ex-governador disse ainda que “no calor do momento” não é possível analisar os seus próximos passos políticos, mas destacou que por ora vai repensar algumas atitudes.
“Abandonar a militância é impossível. Vamos, sim, rever alguns conceitos políticos e colocar tudo no devido lugar. Ainda não sei o que vou fazer no futuro. Com essa Justiça é muito difícil”, refletiu.

Apenas membros do PDT e PT acompanharam Lessa no momento da apuração de votos. O ex candidato a vice-prefeito do Chapão, Mosart Amaral (PMDB), passou rapidamente pelo comitê para demonstrar seu apoio ao grupo. “Vamos levantar a bandeira da reforma política. Não é possível que os próximos pleitos sofram com esse infeliz processo da judicialização”, destacou.

O pedestista voltou a criticar a postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em vedar o seu registro de candidatura. “Nos últimos anos, passei por diversos processos políticos e nunca apareceu nada. Agora, do nada, essa situação aparece e nos prejudica dessa maneira. Não tenho dúvida que esse processo do TSE sofreu interferência política. É completamente vergonhaoesse processo político-judiciário que Alagoas vive”, expôs.