Seguindo a rotina, o secretário de Estado de Educação, Adriano Soares, usou a rede social Facebook para noticiar o seu trabalho frente à pasta. No entanto, uma última postagem feita no seu perfil, chamou atenção. Soares informou que apesar das diversas tentativas, o sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) joga sujo e não tem preparo para o diálogo.
A insatisfação do secretário aconteceu minutos após a veiculação de uma nota na TV, em horário nobre, na noite de ontem, convocando os membros do Sinteal para uma reunião extraordinária da categoria. Segundo Soares, o objetivo desse encontro é insuflar os ânimos dos servidores da educação.
Devido à veiculação, o secretário decidiu suspender a negociação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCS) dos servidores da Educação e lamentou ‘a postura política do sindicato’ diante de um tema tão importante para os servidores da educação.
Soares revelou também que horas antes obteve do Sinteal o compromisso de uma postura de diálogo frente às negociações, no entanto, foi surpreendido com a veiculação da nota.
Segue, abaixo, o desabafo do secretário.
O SINTEAL, como sempre, não joga limpo. Tivemos uma reunião positiva hoje, estabelecendo uma agenda para tratarmos do PCCS. Assim que terminou a reunião, eu postei aqui no Facebook o objeto da nossa reunião. De forma desleal, o SINTEAL acaba de publicar uma nota na TV Gazeta de Alagoas, em horário nobre, convocando uma reunião extraordinária da categoria para uma mobilização, querendo insuflar os servidores da Educação Alagoas. O deputado estadual Judson Cabral II esteve presente à reunião e viu a nossa abertura e postura em defesa do PCCS.
Por conta da postura desleal do SINTEAL, estou suspendendo a reunião de trabalho marcada para amanhã e convocando todos os diretores para uma reunião na próxima quarta-feira para tratar sobre o PCCS, colocando todos a par das discussões e criando uma comissão de servidores para tratar dos encaminhamentos.
A nota do SINTEAL demonstra o seu despreparo para o diálogo e a sua partidarização política. Lança uma nota às vésperas da eleição, virando um esbirro de interesses políticos de grupos partidários. Sinto-me enganado pelos representantes do SINTEAL, que em privado falam em diálogo e em público buscam criar um clima belicoso com os servidores.
Amanhã emito uma nota oficial sobre o assunto. Quero dizer ao pessoal administrativo que fique tranquilo: embora o SINTEAL não defenda os seus interesses, eu defenderei. Os administrativos terão, sim, um tratamento digno, conquistando a carreira que tanto sonham e que os representantes do SINTEAL fazem questão em tratar em segundo plano, porque só têm olhos para parte dos seus associados.
