O mestre-sala Rogério Dornelles, o Rogerinho, demitido da Portela junto com a porta-bandeira Lucinha Nobre, na quinta-feira, deixou a escola de Madureira fazendo duras críticas ao presidente da Azul-e-Branco, Nilo Figueiredo. A dupla corre o risco de não conseguir desfilar no próximo Carnaval. A escola alegou corte de custos.
“Ele quer acabar com a maior campeã do Carnaval e ninguém fala nada por medo do Nilo. Estamos na Portela há três anos, sempre tirando a nota máxima. Recusamos convites de várias escolas e, agora, faltando seis meses para o Carnaval, ele nos dispensa? Se tivesse me demitido há seis meses daria tempo de eu correr atrás de outra escola. É uma covardia”, disparou.
Receoso de não poder desfilar no Grupo Especial em 2013 por nenhuma agremiação, uma vez que todas já estão com seus casais de mestre-sala e porta-bandeira definidos, Rogerinho colocou na conta de Nilo a responsabilidade pelo jejum da escola, que não conquista o Carnaval desde 1984 — há 28 anos.
“A Portela não faz mais desfiles para ganhar o Carnaval. Faz desfiles para não ser rebaixada. Isso é uma agressão à história da escola. Se fomos para o desfile das campeãs este ano, muito se deve a mim e à Lucinha. Sem as nossas notas dez, a Mangueira iria no nosso lugar”, lembrou. Lucinha não quis se pronunciar.
Nilo não rebate as críticas
O presidente da Portela, Nilo Figueiredo, se recusou a responder as críticas feitas pelo mestre-sala Rogerinho. A Azul e Branca de Madureira limitou-se a publicar uma nota em seu site oficial agradecendo aos serviços prestados pelo casal nos últimos carnavais.
A nota diz ainda que a Portela passa por um “momento de renovação”. A escola deve anunciar nas próximas horas o novo casal de mestre-sala e porta-bandeira, que deve ser formado por Robson e Ana Paula.