Na manhã desta quinta-feira (30) aconteceu o 9° Acionamento do Plano Global de Atendimento párea Situação de Emergências (PGASE) promovido pela Braskem. A ação aconteceu no bairro do Trapiche da Barra e faz parte das atividades do Programa de Alerta e Preparação de Comunidade para Emergências locais. Com o toque do alarme, a população da região teve a oportunidade de se preparar para um eventual vazamento de gás.

Várias ruas do bairro foram interditadas durante a ação, participaram do treinamento quatro viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), três do Corpo de Bombeiros, além da Polícia Militar, Bope, Unidade de Emergência Dr. Armando Lages, Batalhão de Trânsito, IMA, Coordenadoria Estadual e Municipal de Defesa Civil, SMTT, Guarda Municipal, além dos coordenadores de evasão das comunidades do Trapiche da Barra, do Pontal da Barra e da Rua da Palha (Broma), que atuaram como observadores do exercício.

Os integrantes da Associação de Moradores do Trapiche da Barra ficaram responsáveis em convocar a comunidade. Uniformizados e com apitos na mão, eles foram de casa em casa para convencer os moradores a participarem do treinamento.

“É muito importante a participação de todos. É por isso que estou aqui fazendo o meu trabalho, que é chamar todos. Estamos batendo em todas as casas para mobilizar a comunidade. Está sendo um trabalho muito proveitoso”, afirmou o integrante da associação.

Para o médico responsável do SAMU, Paulo Soutinho, esta primeira ação que aconteceu no Trapiche atendeu as expectativas da equipe. “Nós estamos orientando a população para um treinamento de vida real. O Corpo de Bombeiros é responsável por trazer as vítimas de dentro do local de risco e nós do SAMU, montamos uma estrutura de triagem, e só assim, podemos encaminhar para o hospital. Lembrando que não é apenas o HGE que recebe a população, qualquer hospital tem o dever de receber essas pessoas”, afirmou Soutinho.

Para o gerente de Relações Institucionais da Braskem, o objetivo do simulado é treinar a população dessas comunidades próximas à indústria e os efetivos dos órgãos públicos e privados envolvidos na execução do PGASE.

“Esse simulado foi específico para os moradores do Trapiche. Depois que toca o alarme da fábrica cada grupo que representa a sua área começa a se deslocar. Vamos analisar o tempo de resposta de cada grupo envolvido, saber os efeitos das ruas, os possíveis gargalos, se realmente é viável fazer desse jeito”, afirmou.

Foi montado um ponto de triagem na Rua Oséas Cardoso com pelo menos cinco vítimas apresentando sintomas variados. “Montamos esse ponto, que se for viável, será o ponto permanente. Acreditamos que após esse simulado a população esteja mais preparada para qualquer eventualidade, agora é preciso que os moradores se mobilizem e participem”, frisou Pradines.

Para a dona de casa Josefa Batista, o evento foi proveitoso. “Gostei de ter participado, caso aconteça algum vazamento já estarei preparada. Seria interessante se esse treinamento fosse a noite também para simular o acidente passado”, disse.

Após o término do simulado e as vias de acesso ao bairro foram liberadas, o evento prosseguirá com atividades sócio recreativas na comunidade.