O analfabetismo entre indígenas das áreas rurais com 15 anos ou mais chega a 33,4 %. De acordo com o Censo 2010 do IBGE divulgado nesta sexta-feira (10), esse número representa que um em cada três índios não sabem ler nem escrever.
O índice muda quando falamos da alfabetização em terras indígenas, já que 67,7% dos indígenas de 15 anos ou mais de idade eram alfabetizados. Para os residentes fora das terras, a taxa de alfabetização foi 85,5%.
Em dez anos, a taxa de alfabetização (em português e/ou no idioma indígena)da população nativa teve um aumento de 2,8% ( passou de 73,9% para 76,7%), pouco abaixo do aumento de 3,3% (de 87,1% para 90,4%) dos não indígenas.
Tanto dentro das terras quanto fora delas os homens tinham taxas de alfabetização superiores às das mulheres . Em 2010, a taxa de alfabetização masculina dos índios era de 78,4%, número superior à feminina, de 75%. Na área rural, a taxa de analfabetismo chegou a 33,4%, sendo 30,4% para os homens e 36,5% para as mulheres.
Nas terras, as gerações mais jovens eram mais alfabetizadas que a população acima dos 50 anos, cujas taxas de analfabetismo (52,3% para o grupo entre 50 e 59 anos e 72,2% para 60 ou mais anos) eram maiores que as de alfabetização (47,7% e 27,8%, respectivamente).
Deficiência
De acordo com ó último censo 2010, divulgado em junho deste ano, 61,1% das pessoas do País com 15 anos ou mais e com algum tipo de deficiência não tem instrução ou possui apenas o ensino fundamental incompleto. Entre as pessoas sem deficiência, esse índice vai para 38,2%. Uma diferença de 22,9% no nível de instrução. Para a população com mais de 15 anos com pelo menos uma deficiência, a taxa de alfabetização foi de 81,7%, uma diferença de 8,9 pontos percentuais em relação ao total população do País: 90,6%.
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Negros e pardos
Ainda de acordo com a última pesquisa, enquanto para o total da população, a taxa de analfabetismo é de 9,6%, entre os brancos é de 5,9%. Já entre pretos, o total sobe para 14,4% e entre pardos para 13%.