Durante o 2ª edição do seminário “Competitividade da cadeia de Óleo e Gás e o papel da TIC”, Edmar Diniz, Gerente Geral de Contratação de E&P da Petrobras, falou na mesa de abertura sobre os investimentos da petrolífera no setor e de seu papel na alavancagem da indústria nacional, além da atuação da empresa no pré-sal – 50% das descobertas dos últimos cinco anos foram em águas profundas e é para esse segmento que a maior parte dos investimentos nos próximos anos será destinado.

 

Diniz ressaltou que a Petrobras está aberta a novos modelos de contratação. Mas, para tanto, é necessário haver uma qualificação dos fornecedores, no sentido de que sejam capazes de apresentar projetos mais detalhados — nos quais cada etapa seja previamente planejada, comprovando assim a viabilidade das operações dentro do prazo estabelecido.

 

“Esta tem sido a postura da presidente Graça Foster na assinatura de novos contratos. A nova política visa à otimização de custos e à retenção do conhecimento gerado dentro dos projetos contratados pela Petrobras”, salientou Diniz.

 

O executivo falou ainda sobre o Plano de Negócios da Petrobras, o qual, segundo ele, está baseado em três pilares: otimização de custos, eficiência operacional e gestão de conteúdo local. Sobre esse último ponto, ele mencionou que atualmente a petrolífera estuda um programa mais detalhado para diagnosticar o que é viável ou não no Brasil. “Para atender às exigências de conteúdo local é necessário, entre outros pontos, haver padronização, contratos de longo prazo e acordos de cooperação para o desenvolvimento de novas tecnologias”.

 

Ainda na mesa de abertura, Ilan Goldman, presidente da ASSESPRO-RJ, destacou o objetivo da Associação: “Nós queremos garantir inteligência brasileira na cadeia de óleo e gás”. Ele lembrou que os países que desenvolveram a indústria automobilística se tornaram nações do 1º mundo. “O Brasil tem essa chance com o pré-sal. Tem competência e capacidade para isso”, enfatizou o executivo.

 

O 2º seminário “Competitividade da cadeia de Óleo e Gás e o papel da TIC” contou com o patrocínio do BNDES, Governo Federal e da Microsoft, além do apoio da Petrobras, Onip, do IBP e Sebrae.