A Indonésia é dona de uma biodiversidade que só perde para o Brasil. O país-arquipélago do outro lado do planeta também lembra o nosso país pelas grandes distâncias sociais e enormes desafios em relação à preservação do meio ambiente.

A Floresta de Bornéu, alagada e com casas sobre palafitas, lembra bastante a Amazônia. Biólogos do parque nacional tentam desfazer o estrago causado pelos madeireiros. Eles cultivam plantas nativas em viveiros, e depois replantam, onde a extração ilegal deixou clareiras.

A Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, é formada por 18 mil ilhas, que ficam entre o sudoeste asiático e a Austrália. A ilha mais conhecida é Bali.

Em dezembro de 2004, ondas de 30 metros de altura invadiram a costa do país. A tragédia deixou 240 mil mostos na Ásia, e 130 mil deles na Indonésia, um país marcado por catástrofes naturais. No encontro de três grandes placas tectônicas, as ilhas da Indonésia são dos territórios mais instáveis do planeta e tem o maior número de vulcões em atividade do mundo - 129.

O conselheiro de meio ambiente Kuntoro Mangkusubroto explica que o país está bem, quando o assunto é economia e bem-estar, com renda per capita de US$ 4.000, se comparado com dez anos atrás, quando essa renda era de US$ 1000. No quarto país mais populoso do mundo, o desenvolvimento não é bem distribuído. O oeste do país está bem melhor que o leste, segundo Kuntoro.

Todas as cidades na ilha de Java, como Jacarta, já enfrentam problemas com água potável. Os lençóis freáticos começam a se salinizar – um sinal claro das consequências das mudanças climáticas. Ilhas mais baixas já estão desaparecendo do mapa.

A pobreza leva à destruição da floresta. E floresta destruída leva a mais pobreza. A Indonésia é um retrato dos desafios postos aos governantes na Rio+20 - proteger a floresta e seus habitantes, promover o crescimento econômico e a distribuição da riqueza gerada.