Mesmo sempre votando a favor do governador tucano Teotonio Vilela, o deputado-sertanejo Luiz Dantas(PMDB) surpreendeu a todos, afirmando que "o momento é oportuno para que ele registre a sua i8ndignação, à desatenção, dos governos Teotonio Vilela(PSDB) e Dilma Rousseff(PT), aos problemas da seca.
Para Dantas a discussão dos problemas da seca que atinge e preocupa a todos os envolvidos, direta ou indiretamente.

Dantas disse que diante das dificuldades que a região enfrenta, as ações governamentais servem apenas como paliativos, porque ações emergenciais, como a utilização de carros-pipa, por exemplo, são remendos que encobrem, mas não resolvem a situação da seca.

“A criação da Bolsa Estiagem anunciada por Dilma é mais um expediente minimizador, como tantas outros do seu Governo. Na verdade o problema persiste sem que se chegue a nenhuma política e nenhuma solução”, diz o deputado, e prossegue: “A falta de água não é o principal problema do sertanejo. Detemos o maior volume represado em regiões semiáridas do mundo. Faltosas, são políticas coerentes, que atendam as necessidades do homem sertanejo, e que se antecipem em suprimir as adversidades causadas pela estiagem”.

Foto do acervo particular do dep. Luiz Dantas
Luiz Dantas questiona a ineficiência do DNOCS e aponta a incapacidade do órgão em cumprir suas metas e solucionar os problemas da seca, com obras que atendam as necessidades da população, da agricultura e da pecuária.

Também questiona o governo de Alagoas, que: “Há vinte anos denominou de “obra revolucionária”, o Canal do Sertão. O sofrimento do sertanejo ia acabar. Estamos em 2012, mas a água ainda não chegou”, afirma.

Foto do acervo particular do dep. Luiz Dantas
O deputado reconhece na seca, um fenômeno ecológico, natural, e que sempre vai existir. A diminuição da produção agropecuária e a crise social, são as suas conseqüências. A sua atenção está no problema político em que tais fatores se transformam e é este problema, que pede solução.

Luiz Dantas vê na burocracia um dos sérios entraves, já que ela inviabiliza e retarda o recebimento dos recursos financeiros vindos do Governo, ao produtor rural, quando do enfrentamento imediato, das adversidades causadas pela estiagem.

Ele aponta expedientes: “No combate à seca é preciso mais crédito para que o produtor possa investir na formação de pastagens. Mais açudes, barreiros, poços, barragens subterrâneas, cisternas rurais, para o armazenamento de água. Além de Políticas de irrigação, Políticas de industrialização, que sejam desenvolvidas, e que beneficiem as matérias-primas locais”.

"Para solucionar os problemas da seca, faltam sim, Governos que olhem com seriedade para a situação. Que desenvolvam políticas de comprometimento, e que resolvam a má distribuição da água e as dificuldades para a sua utilização e seu aproveitamento", afirma Dantas.

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