A polícia investiga se o homem apontado pela polícia como fornecedor de drogas para os morros com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em Santa Teresa, no Centro do Rio, negociava a compra de drogas fora do Brasil. De acordo com o delegado da 105ª DP (Petrópolis), Marcelo Ambrósio, há indícios de que as drogas viriam da Bolívia, Paraguai, Colômbia e Peru.

O traficante, identificado como o traficante Julio de Oliveira, conhecido como "Ju da Fallet", foi preso no sábado (26) no bairro do Rocha, no subúrbio. Ele foi apresentado nesta segunda-feira (28), na 105ª DP., em Petrópolis, na Região Serrana do estado.

"Ju da Fallet" fugiu de Santa Teresa logo após a implantação das UPPs na região. Ele estava em Minas Gerais e chegou ao Rio na terça-feira (22)."Nós tínhamos informações de que ele iria se instalar aqui (no Rio) e que vinha para negociar a venda de drogas para o Fallet e Fogueteiro. Começamos a seguir os passos dele, ele estava num prédio, num apartamento, e quando ele saiu nós prendemos", explicou Marcelo Ambrósio ao G1, nesta segunda-feira (28).

De acordo com as investigações, "Ju da Fallet" é casado com a filha de um ex-sócio do traficante Fernandinho Beira-Mar, chefe da facção criminosa a qual o criminoso mantinha ligações.A importação da droga de países da América do Sul é uma das características dessa facção.

Contra o criminoso a polícia cumpriu um mandado de prisão em aberto na 6ª DP (Cidade Nova) por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Na delegacia, o suspeito negou envolvimento com o tráfico. "Sou inocente e isso tudo ainda vai dar processo. Não tem nenhuma prova concreta", disse "Ju da Fallet".

Traficante mirava a Região Serrana
De acordo com Marcelo Ambrósio, "Ju da Fallet" pretendia expandir seus negócios para as comunidades da Região Serrana, principalmente Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis. "Ele estava estudando maneiras de fornecer drogas em grande quantidade para essa região", destacou o delegado.

Um dos possíveis alvos dos traficantes em Petrópolis seria o Morro da Glória. De acordo com a polícia, no caso de Petrópolis, não há traficantes de alta peliculosidade. Na região atuam criminosos que buscam pequenas quantidades de drogas nas comunidades do Rio para revendê-las em morros da cidade.

"Aqui a gente já cortou a asa, aqui ele não vai se instalar. Já no Rio, esses morros para onde ele fornecia vão ter um prejuizo pois vai ficar uma lacuna entre o fornecedor e o consumidor", disse Ambrósio.

De acordo com a polícia, o criminoso será levado para um presídio da capital.