Diante dos protestos de estudantes da Universidade Federal em Alagoas em Arapiraca, que estão há um mês sem aulas, devido ao clima de insegurança causado pela proximidade do presídio Desembargador Luiz de Oliveira ao Campus, o governo deve definir nos próximos dias, o local onde será construído o novo presídio do Agreste, embora já tenha adquirido um terreno no município de Craíbas.

Assim, os presos de Arapiraca seriam trazidos para o Baldomero Cavalcante, em Maceió, enquanto o novo presídio, com capacidade para 300 presos, fosse construído. No entanto, a transferência dos reeducandos ainda está indefinida, visto que a Defensoria Pública, levando em consideração, entre outros quesitos, a mobilidade das famílias, teve uma liminar concedida para que ela não ocorresse.

Na iminência de ter um presídio em seu município, o prefeito de Craíbas, Dinho Leite explicou ao Cadaminuto que já conversou com o governador Teotônio Vilela sobre o projeto e ainda, que na última sexta-feira, uma equipe técnica foi até o terreno avaliar as condições do solo para da uma definição sobre a obra, orçada em R$ 16 milhões.

“Quem vai executar o projeto é o Estado e talvez a construção seja em Craíbas. Ainda não há uma certeza, pois o terreno fica na divisa de Girau e Jaramataia, sei que os recursos estão garantidos”, informou Leite.

O prefeito disse ainda, que não haveria motivos para a população local se sentir insegura com a chegada do presídio, que ficaria em uma área deserta. “A área fica depois do distrito de Folha Miúda, indo para Batalha, no Sertão de Craíbas, a tendência é que seja lá. Como se trata de um presídio agrícola, onde os presos iriam trabalhar, não há porque temer, também porque seria realmente de segurança máxima”, destacou