Os golpistas de Guiné Bissau propuseram nesta sexta-feira a criação de um governo de "união nacional" no qual ocupariam os ministérios da Defesa e do Interior, indicaram à AFP líderes dos partidos políticos.
Durante uma reunião com os chefes do Exército, um dia depois do golpe, "os militares nos disseram (...) que pensássemos em um governo de união nacional, e em sua composição", declarou uma autoridade. Esses projetos foram confirmados por outro líder partidário.
O Exército de Guiné-Bissau mantinha detidos nesta sexta o presidente Raimundo Pereira e o primeiro-ministro Carlos Gomes Junior e controlava a capital.
De acordo com uma fonte militar do país, Carlos Gomes Junior está detido na base militar de São Vicente, perto da capital.
Também nesta sexta, o Conselho de Segurança da ONU condenou o golpe de Estado e exigiu o retorno do governo civil.
Os 15 países do Conselho de Segurança "condenaram a ação militar e exigiram o restabelecimento imediato das autoridades civis", declarou a embaixadora americana Susan Rice à imprensa.