Alunos de 17 escolas públicas da capital estarão aprendendo, até a próxima sexta-feira (13), a importância da alimentação e da adoção de hábitos alimentares saudáveis para a sua saúde e seu crescimento, na “Semana de Saúde na Escola”. Coordenada nacionalmente pelos ministérios da Saúde e da Educação, a ação vem trabalhando o combate à obesidade entre crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos - que correspondem a 21,7% da população afetada pela doença no país.

Desenvolvida pelo Grupo de Trabalho Intersetorial Municipal, que tem à frente a Coordenação de Promoção e Educação em Saúde (COPES) da Secretaria de Saúde de Maceió, as ações envolvem os estudantes em atividades que incentivam uma melhor nutrição. O conhecimento acerca da função dos alimentos vem sendo repassado por estagiários da Ufal, Estácio/FAL, Cesmac, Fits e Uncisal (Escola Técnica Valéria Hora) e fundamentarão a confecção de cartazes entre os alunos, onde eles poderão traduzir tudo o que aprenderam. Os três melhores trabalhos de cada escola serão premiados.

Nesta quarta e quinta-feira (11 e 12), as atividades serão desenvolvidas em parceria com 48 equipes da Estratégia de Saúde da Família, que realizarão a avaliação antropométrica de cada aluno, analisando seu estado físico e desenvolvimento, recolhendo os dados necessários para determinar seus índices de massa corporal e eventual sobrepeso.

“O objetivo dessa atividade é observar se o crescimento do aluno está normal, mas nossa meta é assegurar que o aprendizado será repassado por eles para a comunidade em que moram e aos pais, especialmente, para que se conscientizem de que os bons hábitos alimentares precisam começar dentro de casa”, afirma a coordenadora da COPES, Alba Oliveira, lembrando que aqueles alunos que estiverem acima do peso ideal, serão monitorados pelos agentes de saúde de sua localidade, com a recomendação das dietas necessárias e o controle de sua evolução.

Para a diretora da Escola Eulina Alencar, no Jacintinho, a ação – realizada com escolas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social – chegou em momento ideal e é extremamente adequada para comunidades que não têm o hábito de manter uma alimentação saudável.

“Apesar de nosso cardápio de merenda seguir a orientação de uma equipe de nutricionistas, os alunos sempre recorrem às guloseimas ou alimentos pouco saudáveis que trazem de casa e compram fora da escola. Por conta disso, já detectamos alguns sobrepeso. A partir de agora, poderemos reforçar esse trabalho junto aos nossos alunos e funcionários, procurando solucionar os problemas com a má alimentação”, disse Marilúcia Almeida.