Trabalhadores retomaram nesta quinta-feira (5) as atividades na usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), após cerca de uma semana de paralisações.
A ameaça de demissões e a repressão policial aos grevistas motivaram a decisão, segundo informações de representantes da central sindical Conlutas e do Movimento Xingu Vivo, entidades que se opõem à obra.
O CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte), responsável pela construção, nega que tenham ocorrido demissões ou mesmo ameaças de desligamentos.
Até ontem, operários faziam um bloqueio próximo à rodovia Transamazônica, o que impedia o acesso à obra. Hoje, a pista estava liberada.
Uma reunião de negociação entre o consórcio, o sindicato da categoria e operários está marcada para a próxima terça-feira, no dia 10.
Os funcionários pedem, entre outros pontos, equiparação salarial entre trabalhadores que exercem mesma função, redução de seis meses para três meses no intervalo das folgas para visitar familiares e aumento no valor do vale alimentação.
Caso as reivindicações não sejam atendidas, eles prometem retomar a greve a partir do dia 16 deste mês.