Gravações feitas pela Polícia Federal revelam que o grupo do empresário Carlos Cachoeira utilizou servidores da Infraero e da Receita Federal para obter facilidades na entrada e saída de mercadorias contrabandeadas no aeroporto de Brasília. Preso desde o dia 29 de fevereiro, Cachoeira é acusado de comandar um esquema ilegal de jogos caça-níquel.
Um dos citados nos diálogos é Raimundo Costa Ferreira Neto, servidor da Infraero (estatal que administra aeroportos) com sala no terminal. O outro é Wagner Wilson de Castro, inspetor-chefe da Alfândega da Receita em Brasília, chamado durante a madrugada para liberar malas do grupo de Cachoeira.
Segundo a investigação da PF, o servidor da Infraero, chamado de Ferreirinha, “tem como função facilitar a chegada de material contrabandeado/descaminhado” do grupo de Cachoeira. Seu telefone foi monitorado, com autorização judicial. Numa conversa em 4 de janeiro de 2011, Cachoeira estava em Miami e acertou com o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, a volta ao Brasil, por Brasília.