A faculdade Zumbi dos Palmares, em parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou o Observatório da População Negra, portal que reúne estatísticas, pesquisas, artigos e análises de vários segmentos, como: socioeconômico, esportivo, cultural.
O portal www.observatoriodonegro.org.br é a oportunidade de analisar as conquistas e identificar onde intervir com as políticas públicas e ações positivas. O subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricar4do Paes de Barros, destaca a importância dessa plataforma: “não tínhamos um lugar onde encontrar todas as informações sobre a população negra. Esse viés dos dados estatísticos vai proporcionar a tomada de decisão baseadas em evidências e análise científica”. Para começar, o Observatório disponibiliza mais de 50 mil informações estatísticas do IBGE e Ipea.
No lançamento do portal, dia 21 de março, na Faculdade Zumbi dos Palmares, o secretário-executivo da SEPPIR/PR, Mário Lisboa Theodoro, anunciou que o governo federal deve anunciar em abril um amplo programa de ações para negros que fazem pós-graduação, doutorado, que sejam esportistas de talento ou empreendedores. “É preciso investir numa elite negra, diminuir o abismo entre negros e brancos tanto na base, acabando com a miséria e a pobreza, como da classe média à alta. O Programa Nacional de Ações afirmativas terá o objetivo de procurar talentos e diminuir a desigualdade racial”, explica o secretário.
O Observatório da População Negra traz acesso a artigos, pesquisadores, políticas públicas, produção acadêmica, pesquisas e todas as planilhas disponíveis para download.
O reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, destacou a importância do mundo acadêmico participar da análise com viés na população negra: “quando analisamos os números macros, sabemos que os negros autodeclarados são 51% dos brasileiros, mas sabemos que não há 51% de negros como professores universitários, como médicos ou gestores. Precisamos identificar como diminuir a discriminação racial e como investir para dar oportunidades para os afrodescendentes. O ambiente com todos os dados, possibilitará tomar decisões certas e cobrar resultados efetivos”.