Os três principais partidos islâmicos da Argélia selaram nesta quarta-feira na capital Argel a primeira aliança islâmica do país, que tem por objetivo as eleições legislativas de 10 de maio.
As vitórias de partidos islâmicos no Marrocos, Tunísia e Egito parecem ter dado confiança aos seus irmãos argelinos, convencidos de que o país não é uma exceção à Primavera Árabe e que as urnas comprovarão isso.
"Esta formação obedece a um momento excepcional e de profunda mudança na relação entre os povos e seus regimes", disse Fateh Rabii, dirigente do partido Al-Nahda (O Renascimento).
Para reforçar sua posição política, Rabii e os dirigentes do Movimento da Sociedade pela Paz (MSP), Abu Yerra Sultani, e do Al Islah (A Reforma), Hamlaui Akushi, assinaram nesta quarta-feira o pacto que cria a "Aliança Argélia Verde".
Os três líderes, que afirmaram que a iniciativa é histórica, comprometeram-se a apresentar um programa eleitoral comum nos próximos dias.
"Esta experiência é única, por isso merece que todo o povo se agrupe em torno dela", assegurou hoje o coordenador da nova coalizão, Az al Din Yarrafa. No pacto, os líderes insistem que "a marcha da democracia ainda necessita de uma ativação e reformas globais e profundas".
"A aliança Argélia Verde trabalha para completar a formação de um estado argelino democrático e soberano dentro do marco dos princípios islâmicos", informa o documento.
A coalizão também defende o multipartidismo, a alternância pacífica no poder, as liberdades individuais e sociais e os direitos humanos, e se coloca contra qualquer tipo de "ingerência internacional".