Na noite de sexta feira (18), cerca de três mil pessoas foram ao bloco Rival do Rival, em frente ao Teatro Rival, na rua Álvaro Alvim, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Apesar da multidão que enchia a rua, não havia banheiros químicos por perto.
O produtor executivo do bloco e do Teatro Rival, Pedro Marques, disse que a autorização para a realização do bloco saiu em cima da hora, e que a prefeitura disse que a estrutura montada para o bloco Cordão do Bola Preta, com seus banheiros químicos e policiamento, estaria disponível para eles. O problema é que o banheiro químico mais próximo ficava a mais de 400 metros de distância do bloco.
Um bailarino e coreógrafo de Fortaleza, flagrado pela reportagem urinando nas paredes da Câmara Municipal, disse: "É muito triste ser obrigado a urinar nas ruas da cidade mais bonita mundo".
Todo o entorno ficou com um cheiro horrível. Pedro Almeida, que é morador da rua, disse que durante o Carnaval ele se muda para a casa de amigos: "Com os milhões de pessoas do Bola Preta e os três mil do Rival do Rival, o cheiro fica insuportável."
Frequentado por atores, cineastas e pessoas ligadas à cultura, o bloco foi animado por uma mistura de samba, marchinhas, rock, músicas dos anos 80 e axé. Entre os diversos Djs estavam Alê Youssef, Yuri Almeida, Plínio Profeta e Baco Andrade.
Entre os frequentadores do bloco estavam os atores Fabrício Boliveira e Alcemar Vieira, Miguel Thiré, as atrizes Camila Pitanga, Giorgiana Góes e Tracy Segal, o diretor de teatro Ole Erdmann, a organizadora do bloco Leandra Leal, a escritora e roteirista Juliana Frank, o músico Rubinho Jacobina e artista plástico Matheus Rocha Pita.