A quarta-feira, 15 de fevereiro, será decisiva para a Polícia Militar de Alagoas. A deflagração de uma greve será definida após uma reunião que acontecerá às 10 horas, no Centro de Maceió, com representantes das associações militares e da Secretaria de Estado da Gestão Pública.
Na semana passada, após receberem uma proposta do Estado, os líderes enviaram uma contraproposta que seria analisada pelo governador Teotônio Vilela Filho. Os servidores pedem a implantação integral do resíduo de 7% em abril de 2012, acrescido da correção dos subsídios referentes à reposição da inflação de 2011, através do IPCA, mais ganho real, bem como a correção da tabela de progressão por tempo de serviço até a final da gestão de Vilela.
Durante uma assembleia, realizada no mesmo dia da reunião, os militares decidiram adiar a paralisação, ficando no aguardo de uma resposta do governo do Estado. Na ocasião, major Wellington Fragoso, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), disse que a tropa, apesar de insatisfeita, contava com a sensibilidade do governador para atender a reivindicação.
“Não queremos ir para o embate, por isso decidimos dar esse tempo para que o governo se posicione e atenda as reivindicações da categoria, que são legítimas”, disse, lembrando que atualmente Alagoas vive um momento de vulnerabilidade na segurança pública e uma paralisação no carnaval só prejudicaria ainda mais a sociedade. Ainda hoje, às 15 horas, os militares estarão reunidos em assembleia para analisar a proposta do governo de Alagoas.
Na segunda-feira (14), o vice-governador de Alagoas, Thomaz Nonô, defendeu - em entrevista ao radialista França Moura – o diálogo como o melhor caminho para encabeçar as negociações com os policiais militares e civis do estado. A expectativa é que o Executo acene com a possibilidade de conceder o reajuste solicitado pelas categorias.
Para ele, os últimos movimentos militares que pediam reajuste salarial, na Bahia e no Rio de Janeiro, mostraram que a conversa é o melhor caminho para solucionar o impasse. “O bom senso é de fundamental importância para chegarmos a um denominador comum. É bom lembrar que todos os servidores públicos terão o reajuste salarial, agora em abril, acima da inflação. É uma política de governo séria, com responsabilidade aos cofres públicos”, colocou.


