A produção de petróleo da Petrobras no Brasil em 2012 deverá superar a de 2011, apesar das dificuldades da estatal enfrentadas com a escassez de sondas e dos desafios com o declínio da extração dos campos maduros, afirmou nesta terça-feira o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, sem dar detalhes sobre as metas para este ano.
Em 2011, apesar de ter produzido um recorde no país, a estatal fechou o ano com produção abaixo da meta.
No ano passado, a estatal enfrentou especialmente um problema de escassez de sondas para atingir sua meta, segundo ele.
"Em 2011 iríamos receber 13 sondas, e recebemos 11...", disse nesta terça-feira a jornalistas em evento em São Paulo, referindo-se a dificuldades do mercado internacional do segmento de plataformas para atender a demanda da estatal.
Mas ele apontou que o problema não deve se repetir neste ano. "Estamos crescendo na velocidade da entrega de sondas... Não acredito que tenhamos os problemas que tivemos nesse período de 2007, 2008 a 2011", completou.
Para 2014, Gabrielli afirmou que a Petrobras terá à sua disposição 37 sondas capazes de trabalhar em áreas de mais de 2.500 metros, contra somente duas em 2007.
O executivo disse ainda que a Petrobras está finalizando o processo das negociações de 21 sondas adicionais, para completar o pacote de 28 sondas que serão entregues até 2020.
"Em 2020 nós teremos 65 sondas de perfuração de alta profundidade no Brasil", destacou.
A grande campanha exploratória de petróleo no mar desenvolvida pela Petrobras, que exige o deslocamento de parte da frota de sondas para atividades de busca por novos campos, e a incapacidade do mercado internacional de plataformas de atender à demanda da empresa estão por trás dos problemas da estatal para cumprimento das metas de produção.
"É um desafio enorme manter a produção, apesar de não atingir o objetivo, batemos o recorde (no ano passado)", completou.
O presidente da estatal deixará a estatal e será substituído pela atual diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster. Gabrielli sairá para assumir um cargo no governo da Bahia.