A petrolífera americana Chevron se negou a se retratar por danos ambientais causados na Amazônia equatoriana, contrariando uma decisão de segunda instância da Justiça do Equador.
Uma sentença do tribunal da província de Sucumbíos, localizada no leste do país, determinava que, caso a empresa não se desculpasse pelos danos até a quinta-feira (2), ela deveria pagar o dobro da indenização de mais de US$ 8,6 bilhões.
O porta-voz da Chevron, James Craig, afirmou que um pedido de desculpas faria com que a empresa fizesse "uma falsa admissão da responsabilidade pelos impactos ambientais que a companhia causou".
Os demandantes da ação que sentenciou a Chevron criticaram a postura da petrolífera, que, segundo o advogado dos afetados pelos danos, Pablo Fajardo, "demonstra que [a empresa] atua com arrogância, racismo e soberba como o que vem fazendo durante todo o tempo".
No começo do ano, o tribunal de Sucumbíos ratificou a sentença que havia sido emitida em fevereiro de 2011 que reconhecia a razão de 30 mil cidadãos amazônicos, que processaram a Texaco em 1993 por danos ao meio ambiente e à saúde da comunidade durante suas operações entre 1964 e 1992, antes de fundir com a Chevron em 2001.