Uma vistoria da Defesa Civil municipal do Rio de Janeiro constatou que o edifício Capital, vizinho ao prédio Liberdade, um dos três que desabaram na quarta-feira, terá que ficar interditado até que obras de reforço em três andares sejam feitas.

Segundo o subsecretário da pasta, Marcio Motta, o trabalho de escoramento na estrutura do prédio deverá começar assim que os trabalhos de busca nos escombros se encerrarem. O serviço será feito no sexto, sétimo e oitavo andar, onde verificou-se deslocamento da escada.
Entre 2º e 3º parágrafos:

Motta, no entanto, descartou que haja risco de desabamento do edifício, que fica na esquina das avenidas 13 de Maio e Almirante Barroso. "Trata-se de um trabalho de reforço da estrutura, que foi abalada com o desabamento do prédio vizinho", afirmou.

As equipes seguem vistoriando os prédios da avenida 13 de Maio durante a tarde desde sábado. As pessoas estão sendo autorizadas a entrar, aos poucos, nas salas comerciais dos edifícios para que busquem pertences e documentos. A expectativa é que os prédios, com exceção do edifício Capital, tenham o acesso liberado a partir da próxima segunda-feira.

Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, 17 pessoas morreram. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.