O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou a decisão da União Europeia de congelar as importações de petróleo do Irã em virtude do programa nuclear do país, tomada nesta segunda-feira.

Netanyahu considerou que o bloco "deu um passo na direção correta" ao impor sanções ao país persa. Em reunião de uma corrente do partido Likud, disse que "ainda é muito cedo" para prever o efeito das sanções, mas deu ênfase na continuidade das pressões ao Irã.

Para o premiê, o país persa "está continuamente e ininterruptamente desenvolvendo armas nucleares". O ministro de Defesa, Ehud Barak, afirmou que a decisão é "especialmente importante" e que acredita que vai impor um limite para a "liderança iraniana".

EMBARGO

Nesta segunda-feira, a União Europeia anunciou que aplicará formalmente o embargo às exportações de petróleo do Irã, para pressionar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a suspender seu programa nuclear.

Segundo a emissora britânica de TV BBC, o bloco é atualmente o destino final de 20% das exportações do petróleo do país.

Na reunião, os governos europeus também fecharam acordo sobre o congelamento de bens do Banco Central iraniano e a proibição de todo o comércio com ouro e outros metais preciosos com a instituição e outros órgãos públicos do país, disseram autoridades do bloco.