A Polícia Civil de Alagoas terá uma nova etapa a partir desta segunda-feira (10), quando o novo delegado geral, José Edson Freitas substituiu oficialmente o delegado Marcílio Barenco, que foi nomeado em dezembro como novo procurador do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.
Durante a solenidade, além da posse de José Edson como delegado geral da polícia civil, o também delegado Paulo Cerqueira foi empossado como novo secretário adjunto da secretaria de Estado de defesa social, cargo que era ocupado pelo próprio José Edson.
No seu discurso de despedida, visivelmente emocionado, Marcílio Barenco elogiou a coragem do governador Teotônio Vilela e elogiou o seu sucessor á frente da PC. “Não poderia deixar de agradecer ao governador pela sua coragem em me manter no cargo durante esses quatro anos. Eu sei o quanto ele foi pressionado politicamente para me tirar, mas se manteve sereno nas suas decisões. Com relação ao meu sucessor, temos um relacionamento muito fraternal. Ele sempre viveu a realidade da segurança pública e está apto a conduzir com lisura e competência esse papel”, disse.
O novo delegado, que segundo autoridades tem um perfil diferente do antecessor, sendo mais sereno nas declarações, elogiou o trabalho da segurança pública e afirmou que nada muda radicalmente e o trabalho que vem sendo feito terá continuidade.
“Assumo essa missão pensando em dar continuidade no trabalho que vem sendo feito. Barenco é um homem que foi pressionado, injustiçado mas se manteve firme no cargo e tenham certeza, vai deixar saudades. Alagoas perde uma grande pessoa, uma arma contra o crime, mas o trabalho que ele deixou terá continuidade”, afirmou José Edson.
Já o governador Teotônio Vilela Filho, lembrou do início da sua gestão, falando sobre as primeiras iniciativas para a segurança pública . “Assim que me elegi, procurei o presidente Lula e o ministro da defesa social. Eles imaginaram que eu era destemido, porque fui pedir que eles indicassem o secretário de segurança pública, mesmo sendo de um partido de oposição. De lá para cá, talvez por essa postura, nós conseguimos imprimir uma filosofia, onde acabamos com seqüestros e praticamente abolir os crimes de mandos. Ainda acontecem, de vez em quando “pipocam” alguns, mas estamos combatendo e continuamos nessa guerra contra o crime. Agradeço ao Barenco por tudo que fez e de certa forma continua fazendo, ao deixar uma herança que será assumida com competência pelo José Edson”, disse.
O governador ainda falou sobre o fortalecimento da segurança pública, que vai de encontro aos números que apontam o Estado de Alagoas como o mais violento do país. “Basta você analisar as estatísticas dos crimes em Alagoas. Jovens de 16 a 25 anos, envolvidos com drogas que se matam pelos mesmos motivos. O trabalho precisar ser educativo e isso nós já estamos fazendo”, finalizou.







