O ex-presidente do Paquistão Pervez Musharraf será preso por suspeita de estar envolvido no assassinato da ex-primeira-ministra do país Benazir Bhutto, caso ele resolva retornar ao país, disse o promotor Chaudhry Zulfiqar Ali neste sábado.
Segundo Ali, não há necessidade de novos mandados de prisão para Musharraf, uma vez que a Justiça paquistanesa já emitiu ordem para que ele seja detido.
Seu porta-voz, Fawad Chaudhry, afirmou que o mandado de prisão para Musharraf não tinha valor legal.
"Nós desafiamos esse mandado de prisão em um tribunal", disse ele, acrescentando que o ex-presidente deve anunciar uma data final para voltar para casa na próxima semana, mas "ele vai voltar em breve para liderar a nação."
Horas antes, Musharraf disse a um canal local de notícias que ele voltaria no fim do mês para disputar as próximas eleições parlamentares, que podem acontecer ainda em 2012. O ex-presidente tem vivido em Londres e Dubai desde 2008, quando o governo, liderado pelo partido de Bhutto, o obrigou a renunciar.
Bhutto foi morta em 2007 em um ataque com armas e bombas perto da capital paquistanesa, Islamabad, depois de voltar para disputar eleições. Musharraf, na ocasião, culpou o Taleban pelo assassinato, mas a promotoria afirma que ele fazia parte do crimes.
Atualmente, Musharraf dirige sua própria facção da Liga de Todo Paquistão Muçulmano (em tradução livre), um pequeno partido político no país. Alguns dos seus antigos simpatizantes já deixaram o partido.